Tudo é um milagre | por Michael Berg

A porção Bo discute os tefilin, ou filactérios, que são usados ​​na cabeça e no braço, dizendo que os colocamos para nos lembrar dos milagres que o Criador realizou antes e durante a Redenção do Egito. Em outros lugares na Torah, onde fala de ações físicas, também nos diz que, ao fazê-las, devemos nos lembrar dos milagres da Redenção do Egito.

Sabemos que tudo escrito na Torah tem um propósito; qual é, então, a importância de nos lembrarmos constantemente desses milagres?

O grande kabalista e comentarista Rav Moshe ben Nachman, o Ramban, explica essa ideia em seu comentário sobre a porção Bo: “Dos grandes e conhecidos milagres, devemos entender os pequenos milagres. Essa ideia é a base de toda espiritualidade e conexão com a Luz do Criador. Uma pessoa não tem uma conexão verdadeira com o Criador a menos que ela entenda que tudo o que ocorre é um milagre”.

É uma lição extremamente importante: os kabalistas ensinam que a Luz do Criador é revelada a uma pessoa dependendo de sua compreensão do Criador. Simplificando, quanto mais uma pessoa está consciente e segura da presença da Luz do Criador, mais ela atrai a Luz do Criador para ela – é o recipiente que atrai a Luz. Por outro lado, na medida em que uma pessoa não tem a consciência do Criador, é o grau em que ela não tem uma conexão com a Luz.

Uma das maiores razões pelas quais às vezes esquecemos a existência do Criador é porque nós deduzimos as coisas apenas como “natureza”, tomando-as como garantidas, quando verdadeiramente elas são milagres. Nós vemos o sol nascer de manhã e se pôr à noite, nós vemos um sistema que parece funcionar mecanicamente e sozinho. Mas precisamos nos lembrar de que o sol nasce e se põe por causa do Criador, e realmente não há diferença, de fato, entre o milagre e a natureza, porque a natureza é simplesmente milagres contínuos.

Mas qual é o propósito desses milagres? Eles não existem, explica o Ramban, simplesmente pelo milagre propriamente dito. Antes, eles devem nos lembrar da existência da Luz e das bênçãos do Criador. A razão pela qual acordamos pela manhã, por exemplo, é porque o Criador diz a nossa alma para reentrar em nosso corpo – é um milagre. O Ramban ensina, portanto, que quando lemos as seções na Torah que lidam com milagres ou quando fazemos ações que são destinadas a nos lembrar dos diferentes milagres do Criador, seu propósito não é simplesmente lembrar. Acima de tudo, lemos ou falamos essas seções e fazemos essas ações repetidas vezes para incutir e reforçar em nossas mentes que tudo é um milagre.

Como tal, nós aprendemos através da porção Bo que quando estamos lendo as seções na Torah que falam sobre os milagres do Criador – ou fazendo as ações espirituais que nos lembram daqueles milagres –, devemos fazê-lo com a consciência e o desejo de que fortaleçam nossa consciência do Criador. Porque, ao fazer isso, podemos construir e manter mais e mais uma conexão verdadeira com a Luz.

 

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A porção Bo discute os tefilin, ou filactérios, que são usados ​​na cabeça e no braço, dizendo que os colocamos para nos lembrar dos milagres que o Criador realizou antes e durante a Redenção do Egito. Em outros lugares na Torah, onde fala de ações físicas, também nos diz que, ao fazê-las, devemos nos lembrar dos milagres da Redenção do Egito.

Sabemos que tudo escrito na Torah tem um propósito; qual é, então, a importância de nos lembrarmos constantemente desses milagres?

O grande kabalista e comentarista Rav Moshe ben Nachman, o Ramban, explica essa ideia em seu comentário sobre a porção Bo: “Dos grandes e conhecidos milagres, devemos entender os pequenos milagres. Essa ideia é a base de toda espiritualidade e conexão com a Luz do Criador. Uma pessoa não tem uma conexão verdadeira com o Criador a menos que ela entenda que tudo o que ocorre é um milagre”.

É uma lição extremamente importante: os kabalistas ensinam que a Luz do Criador é revelada a uma pessoa dependendo de sua compreensão do Criador. Simplificando, quanto mais uma pessoa está consciente e segura da presença da Luz do Criador, mais ela atrai a Luz do Criador para ela – é o recipiente que atrai a Luz. Por outro lado, na medida em que uma pessoa não tem a consciência do Criador, é o grau em que ela não tem uma conexão com a Luz.

Uma das maiores razões pelas quais às vezes esquecemos a existência do Criador é porque nós deduzimos as coisas apenas como “natureza”, tomando-as como garantidas, quando verdadeiramente elas são milagres. Nós vemos o sol nascer de manhã e se pôr à noite, nós vemos um sistema que parece funcionar mecanicamente e sozinho. Mas precisamos nos lembrar de que o sol nasce e se põe por causa do Criador, e realmente não há diferença, de fato, entre o milagre e a natureza, porque a natureza é simplesmente milagres contínuos.

Mas qual é o propósito desses milagres? Eles não existem, explica o Ramban, simplesmente pelo milagre propriamente dito. Antes, eles devem nos lembrar da existência da Luz e das bênçãos do Criador. A razão pela qual acordamos pela manhã, por exemplo, é porque o Criador diz a nossa alma para reentrar em nosso corpo – é um milagre. O Ramban ensina, portanto, que quando lemos as seções na Torah que lidam com milagres ou quando fazemos ações que são destinadas a nos lembrar dos diferentes milagres do Criador, seu propósito não é simplesmente lembrar. Acima de tudo, lemos ou falamos essas seções e fazemos essas ações repetidas vezes para incutir e reforçar em nossas mentes que tudo é um milagre.

Como tal, nós aprendemos através da porção Bo que quando estamos lendo as seções na Torah que falam sobre os milagres do Criador – ou fazendo as ações espirituais que nos lembram daqueles milagres –, devemos fazê-lo com a consciência e o desejo de que fortaleçam nossa consciência do Criador. Porque, ao fazer isso, podemos construir e manter mais e mais uma conexão verdadeira com a Luz.

 

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