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O Criador é revelado de dentro | por Michael Berg

O Criador dá aos israelitas três dias para se prepararem para a Revelação no Sinai e, no terceiro dia, está escrito que o Criador descerá para a montanha. Em aramaico, a palavra para descer é nachat. No entanto, Onkelos, que traduziu a Torah do hebraico original para o aramaico, usa a palavra itgalei, significando que no terceiro dia o Criador será revelado de dentro da montanha. Assim como na história da Sarça Ardente, a palavra usada também estava lá dentro – o Criador foi revelado de dentro da Sarça Ardente. Então, qual era o segredo nessa história e qual é o segredo no Sinai?

Quando pensamos na revelação a Moisés na Sarça Ardente, muitas vezes pensamos que o Criador escolheu vir dos céus e se revelar para ele ali. Mas essa não é a verdade: uma revelação direta da Luz do Criador a Moisés já existia dentro da fisicalidade desses espinhos, assim como existe em toda parte. Então, o que realmente aconteceu foi que o Criador tirou o véu, a ilusão deste mundo, daquele lugar físico e revelou algo que sempre havia existido lá.

A revelação direta da Luz do Criador existe em todo lugar, sempre:  ela está apenas oculta na maioria das vezes. E, ali, na Sarça Ardente, o Criador decidiu remover o véu. Portanto, a profecia que foi revelada a Moisés não era algo que veio de outro lugar, mas algo que sempre existiu. É por isso que está escrito que o Criador foi revelado de dentro da Sarça Ardente. O Criador – e essas palavras, essa consciência, revelação, Luz e esse milagre – estavam lá o tempo todo. Moisés mereceu ver isso porque o Criador removeu o véu.

Assim, voltando à Revelação no Sinai, a história é muito teatral: há fogo, raios, sons, nuvens e há a Revelação da Luz, bem como a Voz do Criador. Muitas pessoas pensam que há uma pequena montanha no deserto do Sinai chamada Monte Sinai, e que o Criador decidiu que era onde produziria essa grande extravagância, como em um set de filmagem. Mas isso está errado. Tudo o que aconteceu lá foi que o Criador removeu o véu dos israelitas e do mundo para que eles pudessem ver o que realmente estava acontecendo o tempo todo.

O Monte Sinai não era especial. O Criador escolheu-o para a Revelação porque o que ocorreu no Sinai ocorre em toda parte, não apenas em todas as outras montanhas do mundo, mas também em tudo no mundo, em todas as mesas, em todas as plantas, por exemplo. Se pudéssemos ver o que realmente está acontecendo, veríamos Luz, fogo, nuvens, raios e ouviríamos a Voz do Criador saindo de tudo. Mas para a maioria de nós, como para os israelitas lá, isso tudo está oculto.

No Sinai, o Criador tirou o véu daquela montanha, dizendo: “Veja o que existe o tempo todo”. Isso significa que em todo lugar, a todo momento, há a Revelação do Sinai, a revelação direta da Luz do Criador para nós. No entanto, infelizmente ainda vivemos em um mundo de véus e, portanto, não podemos vê-la. Mas precisamos saber que, enquanto  todos nós sentamos aqui, o Monte Sinai está acontecendo ao nosso redor: este é um entendimento bonito e poderoso.

Qual é a aplicação prática disso?

A Revelação no Sinai não foi uma produção que o Criador trouxe para essa montanha específica; o véu de tudo o que já existia foi simplesmente removido. Os Dez Pronunciamentos  que aparecem na porção  de Yitro estão saindo da natureza o tempo todo. Isso significa que, enquanto nos sentamos aqui, agora, podemos nos conectar ao Sinai. Porque está aqui: está na mesa em que estamos comendo e no copo que estamos segurando. Está em tudo e vem do Criador.

Quando começamos a entender isso de verdade, percebemos que a cada momento podemos ter a experiência mais elevada, não importa onde estamos neste mundo. Está sempre lá; nós apenas temos um véu sobre ele. Sabendo disso, podemos fazer com que cada momento em nossa vida seja o momento mais sagrado do mundo... porque o Sinai, que é o auge da experiência espiritual humana, está acontecendo agora: há apenas véus sobre ele.

Muitos de nós não vamos agora sentar à nossa mesa e ver o Sinai saindo dela, com o fogo e a Voz de Deus, mas podemos provar um pouco disso e começar a perceber que estamos cercados pelo Sinai o tempo todo. E quando percebemos isso, e começamos a fazer uma conexão, todo momento pode ser santo, todo lugar pode ser santo, todo lugar pode ser o Sinai. De fato, se pudéssemos ver o que realmente acontece quando a Arca está sendo aberta, quando lemos algumas palavras do Zohar ou quando realizamos uma verdadeira ação de compartilhar, estaríamos entusiasmados e revigorados por nosso trabalho espiritual: ninguém poderia nos parar! Como começamos a ver essas coisas? Lutando, implorando e se esforçando para remover os véus, e no Shabat Yitro temos essa oportunidade.
 

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O Criador dá aos israelitas três dias para se prepararem para a Revelação no Sinai e, no terceiro dia, está escrito que o Criador descerá para a montanha. Em aramaico, a palavra para descer é nachat. No entanto, Onkelos, que traduziu a Torah do hebraico original para o aramaico, usa a palavra itgalei, significando que no terceiro dia o Criador será revelado de dentro da montanha. Assim como na história da Sarça Ardente, a palavra usada também estava lá dentro – o Criador foi revelado de dentro da Sarça Ardente. Então, qual era o segredo nessa história e qual é o segredo no Sinai?

Quando pensamos na revelação a Moisés na Sarça Ardente, muitas vezes pensamos que o Criador escolheu vir dos céus e se revelar para ele ali. Mas essa não é a verdade: uma revelação direta da Luz do Criador a Moisés já existia dentro da fisicalidade desses espinhos, assim como existe em toda parte. Então, o que realmente aconteceu foi que o Criador tirou o véu, a ilusão deste mundo, daquele lugar físico e revelou algo que sempre havia existido lá.

A revelação direta da Luz do Criador existe em todo lugar, sempre:  ela está apenas oculta na maioria das vezes. E, ali, na Sarça Ardente, o Criador decidiu remover o véu. Portanto, a profecia que foi revelada a Moisés não era algo que veio de outro lugar, mas algo que sempre existiu. É por isso que está escrito que o Criador foi revelado de dentro da Sarça Ardente. O Criador – e essas palavras, essa consciência, revelação, Luz e esse milagre – estavam lá o tempo todo. Moisés mereceu ver isso porque o Criador removeu o véu.

Assim, voltando à Revelação no Sinai, a história é muito teatral: há fogo, raios, sons, nuvens e há a Revelação da Luz, bem como a Voz do Criador. Muitas pessoas pensam que há uma pequena montanha no deserto do Sinai chamada Monte Sinai, e que o Criador decidiu que era onde produziria essa grande extravagância, como em um set de filmagem. Mas isso está errado. Tudo o que aconteceu lá foi que o Criador removeu o véu dos israelitas e do mundo para que eles pudessem ver o que realmente estava acontecendo o tempo todo.

O Monte Sinai não era especial. O Criador escolheu-o para a Revelação porque o que ocorreu no Sinai ocorre em toda parte, não apenas em todas as outras montanhas do mundo, mas também em tudo no mundo, em todas as mesas, em todas as plantas, por exemplo. Se pudéssemos ver o que realmente está acontecendo, veríamos Luz, fogo, nuvens, raios e ouviríamos a Voz do Criador saindo de tudo. Mas para a maioria de nós, como para os israelitas lá, isso tudo está oculto.

No Sinai, o Criador tirou o véu daquela montanha, dizendo: “Veja o que existe o tempo todo”. Isso significa que em todo lugar, a todo momento, há a Revelação do Sinai, a revelação direta da Luz do Criador para nós. No entanto, infelizmente ainda vivemos em um mundo de véus e, portanto, não podemos vê-la. Mas precisamos saber que, enquanto  todos nós sentamos aqui, o Monte Sinai está acontecendo ao nosso redor: este é um entendimento bonito e poderoso.

Qual é a aplicação prática disso?

A Revelação no Sinai não foi uma produção que o Criador trouxe para essa montanha específica; o véu de tudo o que já existia foi simplesmente removido. Os Dez Pronunciamentos  que aparecem na porção  de Yitro estão saindo da natureza o tempo todo. Isso significa que, enquanto nos sentamos aqui, agora, podemos nos conectar ao Sinai. Porque está aqui: está na mesa em que estamos comendo e no copo que estamos segurando. Está em tudo e vem do Criador.

Quando começamos a entender isso de verdade, percebemos que a cada momento podemos ter a experiência mais elevada, não importa onde estamos neste mundo. Está sempre lá; nós apenas temos um véu sobre ele. Sabendo disso, podemos fazer com que cada momento em nossa vida seja o momento mais sagrado do mundo... porque o Sinai, que é o auge da experiência espiritual humana, está acontecendo agora: há apenas véus sobre ele.

Muitos de nós não vamos agora sentar à nossa mesa e ver o Sinai saindo dela, com o fogo e a Voz de Deus, mas podemos provar um pouco disso e começar a perceber que estamos cercados pelo Sinai o tempo todo. E quando percebemos isso, e começamos a fazer uma conexão, todo momento pode ser santo, todo lugar pode ser santo, todo lugar pode ser o Sinai. De fato, se pudéssemos ver o que realmente acontece quando a Arca está sendo aberta, quando lemos algumas palavras do Zohar ou quando realizamos uma verdadeira ação de compartilhar, estaríamos entusiasmados e revigorados por nosso trabalho espiritual: ninguém poderia nos parar! Como começamos a ver essas coisas? Lutando, implorando e se esforçando para remover os véus, e no Shabat Yitro temos essa oportunidade.
 

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