Devarim: Segurando-se à Alma de Mashiach | Por Michael Berg

Rav Ashlag cita uma seção do Tikunei Zohar que explica um verso de Isaías, que diz que há uma voz enviada pela Luz do Criador que está tentando despertar cada um de nós para o verdadeiro trabalho espiritual. Mas, então, a voz diz: "Por que eu deveria continuar chamando?".

Então, por que a voz pergunta isso? Porque, infelizmente, o Zohar nos diz que mesmo

a maioria daqueles que estão envolvidos no trabalho espiritual o fazem no nível do egoísmo e para seu próprio crescimento espiritual; um número insuficiente de pessoas, diz o Zohar, estão despertas para fazer o trabalho espiritual para aliviar a dor, o sofrimento e a morte que existem no mundo, à parte de seu próprio trabalho espiritual. E porque pessoas suficientes não estão sendo despertadas para isso, diz-se que o espírito e a alma de Mashiach, a Luz da remoção da dor, do sofrimento e da morte, partem e não retornam. E os kabalistas explicam isso especialmente no Shabat Devarim, durante os dias que antecedem o Tisha B'Av; e no dia de Tisha B'Av, essa voz que é enviada pelo Criador vem e bate nos corações de cada um de nós, perguntando-nos quanto desejo verdadeiro nós temos de revelar a Luz do Criador no mundo em que a dor, o sofrimento e a morte devem ser removidos não apenas de nós mesmos, mas dos outros.

Entendemos, portanto, que não há outra época do ano em que aquela batida em nosso coração vem da Luz, implorando para sermos despertados. Se, como o Zohar diz, aquela voz vem e vê que infelizmente, individual ou coletivamente, não estamos focados o suficiente em fazer o trabalho para aliviar a dor, o sofrimento e a morte dos outros, em vez de nosso próprio, então esse espírito, essa Luz de Mashiach, se vai. E, então, este é o trabalho, especialmente durante o Shabat Devarim e Tisha B'Av: o que queremos pedir, durante esse tempo, é se segurar à alma de Mashiach.

Existe uma história em que a mãe de Mashiach diz que um vento veio e levou seu filho embora. Essa história está falando sobre esta época do ano, a época em que o vento, o espírito, a alma de Mashiach, a alma que engloba toda a Luz do Gemar HaTikun, o Fim da Correção, desce e verifica todos nós, individual e coletivamente. Ela vem para ver se estamos despertos de uma maneira maior para reenergizar e fortalecer novamente nosso trabalho espiritual, não para nosso próprio benefício espiritual, mas para os outros. Se a resposta for sim, então podemos nos segurar à alma de Mashiach, podemos nos segurar à uma faísca da Luz do Fim da Correção. Se não, como diz o Zohar, então esse espírito volta, e talvez no ano que vem, neste momento, mereceremos recebê-lo.

É uma oportunidade incrivelmente importante que temos durante o Shabat Devarim e Tisha B'Av. Podemos pedir para ser um daqueles indivíduos que se agarra à alma de Mashiach, que se agarra a esse despertar, abrindo assim nossos corações e nos capacitando a manter essa Luz, trazendo nós mesmos – e o mundo inteiro – a um passo mais perto da Gemar HaTikun, até o fim da dor, do sofrimento e da morte.

→ clique aqui para ler outros artigos de Michael Berg

Rav Ashlag cita uma seção do Tikunei Zohar que explica um verso de Isaías, que diz que há uma voz enviada pela Luz do Criador que está tentando despertar cada um de nós para o verdadeiro trabalho espiritual. Mas, então, a voz diz: "Por que eu deveria continuar chamando?".

Então, por que a voz pergunta isso? Porque, infelizmente, o Zohar nos diz que mesmo

a maioria daqueles que estão envolvidos no trabalho espiritual o fazem no nível do egoísmo e para seu próprio crescimento espiritual; um número insuficiente de pessoas, diz o Zohar, estão despertas para fazer o trabalho espiritual para aliviar a dor, o sofrimento e a morte que existem no mundo, à parte de seu próprio trabalho espiritual. E porque pessoas suficientes não estão sendo despertadas para isso, diz-se que o espírito e a alma de Mashiach, a Luz da remoção da dor, do sofrimento e da morte, partem e não retornam. E os kabalistas explicam isso especialmente no Shabat Devarim, durante os dias que antecedem o Tisha B'Av; e no dia de Tisha B'Av, essa voz que é enviada pelo Criador vem e bate nos corações de cada um de nós, perguntando-nos quanto desejo verdadeiro nós temos de revelar a Luz do Criador no mundo em que a dor, o sofrimento e a morte devem ser removidos não apenas de nós mesmos, mas dos outros.

Entendemos, portanto, que não há outra época do ano em que aquela batida em nosso coração vem da Luz, implorando para sermos despertados. Se, como o Zohar diz, aquela voz vem e vê que infelizmente, individual ou coletivamente, não estamos focados o suficiente em fazer o trabalho para aliviar a dor, o sofrimento e a morte dos outros, em vez de nosso próprio, então esse espírito, essa Luz de Mashiach, se vai. E, então, este é o trabalho, especialmente durante o Shabat Devarim e Tisha B'Av: o que queremos pedir, durante esse tempo, é se segurar à alma de Mashiach.

Existe uma história em que a mãe de Mashiach diz que um vento veio e levou seu filho embora. Essa história está falando sobre esta época do ano, a época em que o vento, o espírito, a alma de Mashiach, a alma que engloba toda a Luz do Gemar HaTikun, o Fim da Correção, desce e verifica todos nós, individual e coletivamente. Ela vem para ver se estamos despertos de uma maneira maior para reenergizar e fortalecer novamente nosso trabalho espiritual, não para nosso próprio benefício espiritual, mas para os outros. Se a resposta for sim, então podemos nos segurar à alma de Mashiach, podemos nos segurar à uma faísca da Luz do Fim da Correção. Se não, como diz o Zohar, então esse espírito volta, e talvez no ano que vem, neste momento, mereceremos recebê-lo.

É uma oportunidade incrivelmente importante que temos durante o Shabat Devarim e Tisha B'Av. Podemos pedir para ser um daqueles indivíduos que se agarra à alma de Mashiach, que se agarra a esse despertar, abrindo assim nossos corações e nos capacitando a manter essa Luz, trazendo nós mesmos – e o mundo inteiro – a um passo mais perto da Gemar HaTikun, até o fim da dor, do sofrimento e da morte.

→ clique aqui para ler outros artigos de Michael Berg