Nada é separado da Luz | por Michael Berg

A porção de Vayikra discute o processo de trazer sacrifícios no Mishkan, ou seja, no Tabernáculo. Kabalisticamente, sempre queremos entender o significado espiritual das coisas. Assim sendo, como hoje não há nenhum ato físico de sacrifício, é importante que entendamos a consciência que deveria ser despertada através dele.

O grande kabalista Maharal oferece uma compreensão bonita e poderosa do conceito de sacrifícios. Em seu livro, Gevurot Hashem, capítulo 69, ele diz que há sempre uma conexão profunda entre a causa e o efeito, o Criador e Suas criações, de tal forma que existe um desejo maior do criador de dar à sua criação do que a criação tem o Desejo de Receber; por exemplo, meu pai, Rav Berg, costumava citar que mais do que o bezerro quer beber o leite, a vaca quer dar o leite ao seu bezerro.

A maioria de nós entende o Mishkan como o lugar que os israelitas construíram onde a Luz do Criador poderia vir e descansar com eles. No entanto, o Maharal explica que o processo de criação do Tabernáculo foi uma expressão do desejo do Criador de estar conosco, que é uma nova visão deste. O Maharal nos diz que o Mishkan se originou com o desejo do Criador de estar conosco, Suas criações, e brilhar Sua Luz e bênçãos sobre nós, e disse: “Por favor, crie um lugar no qual eu possa fazer isso”.

Entendendo isso, aprendemos que o Tabernáculo era, na verdade, uma expressão do desejo da Luz do Criador de estar sempre conectado e fluindo para Suas criações. E o conceito de sacrifício, explica o Maharal, é a necessidade de a criação, sendo nós, voltarmos a uma conexão com o nosso Criador.

Então, o ato de sacrifício era sobre reconectar o efeito, nós, à nossa causa, a Luz. Seu objetivo era reconectar a criação ao Criador. Não se trata de um ato físico, mas de uma consciência de que somos totalmente um com o nosso Criador e que não temos existência sem a Luz. O conceito de sacrifício era para o indivíduo estar fazendo uma ação que manifestasse essa consciência de que nunca estamos separados da Luz. Enquanto os israelitas achavam que o sacrifício era sobre a ação em si, na realidade era uma meditação espiritual destinada a provocar uma mudança na consciência. Não há nada que exista que não seja da Luz do Criador, e esse processo de pensamento constante, essa meditação constante sobre essa realidade, foi o propósito inteiro do sacrifício.

O Maharal nos ensina que o ato de trazer um sacrifício foi concebido como um processo interno e espiritual para o indivíduo. Portanto, no Shabat de Vayikra, podemos passar por esse processo também. Podemos ganhar a clareza de que nada do que somos e nada do que temos é separado da Luz do Criador. E enquanto isso já é um conceito que temos em algum lugar em nossas mentes, se realmente vivêssemos isso, poderíamos transformar nossas vidas e seríamos capazes de criar milagres e ter alegria em todos os momentos.

A prática de trazer sacrifício tinha o propósito de despertar a consciência e clareza que a Luz do Criador deseja que retornemos à nossa Fonte, e que tudo o que fazemos, como trazer um sacrifício, é parte do processo de esclarecer e reforçar essa consciência. A mentira deste mundo físico é que existe a Luz do Criador e que há coisas que são separadas, ou podem ser separadas, da Luz do Criador. E se de alguma forma vemos as coisas assim, então estamos vendo uma ilusão. No entanto, no Shabat Vayikra, temos a oportunidade de romper com essa ilusão e despertar o desejo e a consciência para sempre trazer tudo  – e mais importante, nós mesmos – de volta à clareza de que nada existe separado do Criador e, através dessa consciência, sermos capazes de nos conectar completamente com a Luz.

 

 

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A porção de Vayikra discute o processo de trazer sacrifícios no Mishkan, ou seja, no Tabernáculo. Kabalisticamente, sempre queremos entender o significado espiritual das coisas. Assim sendo, como hoje não há nenhum ato físico de sacrifício, é importante que entendamos a consciência que deveria ser despertada através dele.

O grande kabalista Maharal oferece uma compreensão bonita e poderosa do conceito de sacrifícios. Em seu livro, Gevurot Hashem, capítulo 69, ele diz que há sempre uma conexão profunda entre a causa e o efeito, o Criador e Suas criações, de tal forma que existe um desejo maior do criador de dar à sua criação do que a criação tem o Desejo de Receber; por exemplo, meu pai, Rav Berg, costumava citar que mais do que o bezerro quer beber o leite, a vaca quer dar o leite ao seu bezerro.

A maioria de nós entende o Mishkan como o lugar que os israelitas construíram onde a Luz do Criador poderia vir e descansar com eles. No entanto, o Maharal explica que o processo de criação do Tabernáculo foi uma expressão do desejo do Criador de estar conosco, que é uma nova visão deste. O Maharal nos diz que o Mishkan se originou com o desejo do Criador de estar conosco, Suas criações, e brilhar Sua Luz e bênçãos sobre nós, e disse: “Por favor, crie um lugar no qual eu possa fazer isso”.

Entendendo isso, aprendemos que o Tabernáculo era, na verdade, uma expressão do desejo da Luz do Criador de estar sempre conectado e fluindo para Suas criações. E o conceito de sacrifício, explica o Maharal, é a necessidade de a criação, sendo nós, voltarmos a uma conexão com o nosso Criador.

Então, o ato de sacrifício era sobre reconectar o efeito, nós, à nossa causa, a Luz. Seu objetivo era reconectar a criação ao Criador. Não se trata de um ato físico, mas de uma consciência de que somos totalmente um com o nosso Criador e que não temos existência sem a Luz. O conceito de sacrifício era para o indivíduo estar fazendo uma ação que manifestasse essa consciência de que nunca estamos separados da Luz. Enquanto os israelitas achavam que o sacrifício era sobre a ação em si, na realidade era uma meditação espiritual destinada a provocar uma mudança na consciência. Não há nada que exista que não seja da Luz do Criador, e esse processo de pensamento constante, essa meditação constante sobre essa realidade, foi o propósito inteiro do sacrifício.

O Maharal nos ensina que o ato de trazer um sacrifício foi concebido como um processo interno e espiritual para o indivíduo. Portanto, no Shabat de Vayikra, podemos passar por esse processo também. Podemos ganhar a clareza de que nada do que somos e nada do que temos é separado da Luz do Criador. E enquanto isso já é um conceito que temos em algum lugar em nossas mentes, se realmente vivêssemos isso, poderíamos transformar nossas vidas e seríamos capazes de criar milagres e ter alegria em todos os momentos.

A prática de trazer sacrifício tinha o propósito de despertar a consciência e clareza que a Luz do Criador deseja que retornemos à nossa Fonte, e que tudo o que fazemos, como trazer um sacrifício, é parte do processo de esclarecer e reforçar essa consciência. A mentira deste mundo físico é que existe a Luz do Criador e que há coisas que são separadas, ou podem ser separadas, da Luz do Criador. E se de alguma forma vemos as coisas assim, então estamos vendo uma ilusão. No entanto, no Shabat Vayikra, temos a oportunidade de romper com essa ilusão e despertar o desejo e a consciência para sempre trazer tudo  – e mais importante, nós mesmos – de volta à clareza de que nada existe separado do Criador e, através dessa consciência, sermos capazes de nos conectar completamente com a Luz.

 

 

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